06.18: dia da imigração japonesa no Brasil

Foto: Kyary Pamyu Pamyu em propaganda no estilo europeu
Fonte: Portal Kyary Pamyu Pamyu Brasil


No dia da imigração japonesa, não poderia ficar sem deixar uma daquelas mensagens melosas porque né, não tem como.
Todos sabem o quanto sou grata a esse povo que trouxe sua cultura milenar ao nosso querido solo tupiniquim. na esperança de dias melhores na terra tão abençoada que diziam ser, os japoneses vieram e enfrentaram grandes problemas durante sua jornada. 
Do Kasato Maru ao nosso rico solo, muitos adoeceram e tiveram que ser jogados do navio, abandonando suas famílias que, sem rumo, seguiam para o país onde supostamente prosperariam.
Se prosperaram? Muitos sim, muitos não. Ocorrendo rinchas entre eles mesmos, quando souberam da notícia que o Japão havia perdido a guerra, custaram a acreditar. "O Imperador jamais deixaria!". O orgulho falava mais alto para aqueles de olhos puxados. O amor à nação não era pouco.
Mas o coração foi apertando pela saudade dos que não vieram, pela culpa dos que se foram, e pelo amor dos que viriam. Aos poucos, de tão apertado, ele foi se dividindo entre a terra do sol nascente e a terra do verde, azul e amarelo.
Hoje, descendentes, ascendentes e todos apreciadores desse povo que tantos nos ensinou, agradecem pela sua coragem e persistência - seja ela no ato de ensinar japonês às crianças de vilas nipônicas bem no conflito da ditadura brasileira, ou no ato de deixar inúmeras influências artísticas, gastronômicas, marciais, técnicas de agricultura, pesca, e por aí vai... Ufa! São tantos legados japoneses que não conseguimos nem mesmo contar nos dedos.
Se sobreviveríamos sem a nação nipônica? Provavelmente. Se seríamos o mesmo povo? Jamais.
É com essa mistura linda e rica, tão odiada pelo mundo todo em diversos períodos históricos - e às vezes até pelo nosso próprio povo, que o Brasil mantém a sua característica de "coração de mãe". E é na diversidade que a gente se encontra no centro do mundo: entre uma cultura e outra, um pouquinho dali e daqui, o Brasil tem a sua receita sem fronteiras, sem limites. É um caldeirão cheio e sempre cabe mais um.
Àqueles que se sentem meio sem pátria, pois no Japão são chamados brasileiros, e aqui são chamados "japas", sintam-se em casa: vocês são de todos nós.

Comentários

Postagens mais visitadas